domingo, 5 de agosto de 2018

Breath of Fire 3


Fala pessoal, como vão vocês? Hoje pretendo dar continuidade a franquia de jogos da série Breath of Fire, falando dessa vez do terceiro jogo da série, lembrando que já falei de Breath of Fire e Breath of Fire 2.

Sem mais delongas, vamos a analise.



(Aviso: esse artigo contém SPOILERS)
Breath of Fire 3 (ブレスオブファイアⅢ) é um jogo de gênero RPG, Ação & aventura e puzzles criado em 11 de Setembro de 1997 pela Capcom para a plataforma Playstation e recebeu em 25 de Agosto de 2005 um porte para PSP.





Sinopsia:
Mineradores estavam dinamitando cristais mágicos chamados ''Chrys'' formados a partir da fossilização de dragões quando em uma das explosões, um enorme pedaço de Chrys se quebrou e de dentro dele saiu um filhote de dragão preservado. Esse filhote então começa a matar os mineradores quando é abatido e levado para estudos de trem em algum lugar...Mas o pequeno dragão se solta do trem e cai em uma ladeira indo direto para uma floresta onde desgastado de toda essa confusão apos ser despertado acaba desmaiando e se transformando no processo em uma criança. Paralelo a todos esses eventos, um ladrão da raça dos homens-tigre chamado Rei estava caçando próximo do local e decide investigar o que fez a sua presa fugir desesperadamente, eram dois predadores similares a lobos que tinham chegado e estavam prestes a atacar a criança desacordada.
Rei então mata os lobos e salva o menino e o leva para seu esconderijo na floresta onde se encontrava uma criança faminta e amiga de Rei, Teepo, que esperava ansiosamente para comer, mas vendo o que Rei trouxe fica apreensivo com o fato de poder ser um garoto órfão como ele. O tempo passa e os três: Rei, Teepo e Ryu (A criança/dragão protagonista da história) cometem furtos em um vilarejo próximo, caçam juntos e sonham em ir para Windia. O grupo tinha uma péssima reputação na vila pelos seus atos, mas isso muda quando eles matam um monstro que estava impedindo que os fazendeiros locais produzissem comida. Após o ato heroico, os três se tornam os queridinhos dos moradores e tem como tarefa roubar do prefeito canalha e corrupto da vila e devolver ao povo o dinheiro dado em forma de impostos abusivos. O Prefeito jura se vingar e contrata dois irmãos da tribo dos homens-cavalos para acabar com o trio; eles queimam o esconderijo dos três e dão uma boa surra nos nossos heróis, sequestram Ryu e o levam para Windia para ser vendido após verem que o mesmo era um dragão, mas Ryu é salvo (mais ou menos) por Nina, a princesa de Windia e agora partem juntos em busca de respostas para o paradeiro dos amigos de Ryu enquanto acabam se envolvendo em uma antiga profecia sobre a raça dos dragões e o fim do mundo.




Personagens:

  • Ryu: Ryu é um Brood (Como é chamada a raça dos dragões nesse jogo) que despertou de um estado de hibernação em Daina Mine, um cemitério de dragões que se tornou uma mina repleta de Chrys. Ryu não lembra de seu passado e nem da muita importância para isso, até ter que viajar pelo mundo e ver que faz parte de uma profecia e que para ''salvar o mundo'' ele precisa de respostas sobre o que aconteceu com o seu povo e o que aconteceu com seus amigos.
  • Rei: Rei é um Woren (raça dos homens-tigre) ladrão, habilidoso guerreiro e um sujeito de grande coração tendo como força motriz a segurança de seus amigos. Rei é um cara durão que não hesita em participar de uma boa luta.
  • Teepo: Um garoto órfão marrento e habilidoso no uso de espadas e magias. Teepo assim como Ryu não lembra do seu passado, mas possui uma história obscura relacionada ao destino do mundo.
  • Nina: Nina é a princesa do reino de Windia. Nina por viver com a pressão da monarquia aproveita a primeira oportunidade que lhe aparece para conhecer o mundo fora do palácio, ao lado de Ryu, seu salvador em diversos momentos.
  • Momo: Momo é uma cientista fascinada na estranha e avançada tecnologia localizada ao norte. Momo se inspirou nas pesquisas de seu falecido pai para ir atrás do sonho de desvendar os mistérios das maquinas e é uma valiosa aliada. Momo é um gênio, porem é atrapalhada e fala pelos cotovelos. (Waifu eterna)
  • Peco: Peco é o resultado de modificações genéticas em vegetais usando o poder dos cristais Chrys. Peco fala coisas como ''Pyiu?'' parecendo um tipo de bebê, pois não possui o dom da fala aparentemente, mas Peco possui um vasto conhecimento sobre o mundo, sendo capaz de falar com plantas através de uma ''telepatia vegetal'' e ele seria o avatar da arvore sagrada, Yggdrasil.
  • Garr: Garr é um guardião de Urkan Tapa (Uma cidade criada aos moldes do antigo império indiano), Garr é um ser valente, de enorme força física e que foi convocado pela Deusa para lutar em uma guerra a 500 anos atrás e que resultou na morte dos dragões. Garr apesar de ser um devoto da Deusa Myria, após os eventos que presenciou e os atos que cometeu começou a se questionar quais as motivações da Deusa para ter dado a ordem de MATAR OS DRAGÕES.





Detalhes Técnicos:
O jogo por ser de 1997 apresenta algumas evoluções técnicas se comparado ao BoF2, logo de cara podemos ver ao darmos inicio no game a opção de mudar o nome do nosso protagonista tendo agora um espaço para 5 caracteres para formar o nome e não mais somente 4 como eram nos jogos anteriores.


No quesito gráfico podemos avaliar o jogo durante dois momentos: Dentro de lugares (Cidades, Dungeons, etc...) e no mapa-mundi.
Os sprites dos personagens é tridimensional com formas arredondadas, se aproximando bastante de uma figura que não agrida nossos olhos. As cores são bonitas, bem claras e mesclam com os ambientes que são mais puxadas para um tom pastel.
Quando estamos em alguma cidade ou caverna podemos andar, correr verificar objetos (tipo armários e estantes), abrir baús, conversar com npcs e usar as individualidades dos personagens para passar de um determinado trecho do jogo.
As lutas aqui são feitas de maneira randômica como eram nos jogos anteriores e o jogo possui um estilo de câmera isométrica lateral (Tipo visão de helicóptero: é visto de cima, mas a imagem é pega de lado) que te fode legal em alguns momentos, mas eu já já explico.

Já lá fora nosso personagem é reformulado para um estilo cartunesco que me lembra os moldes chibis dos animes.
No mapa-mundi podemos andar e explorar os lugares que estão acessíveis, quando você anda muito aparece na cabeça de Ryu um ''ponto de exclamação'' (''!'') que indica que você achou um tesouro, ao apertar o comando ''x'' você entrara em uma área que corresponde ao bioma onde você esta (uma campina em área verde, um deserto em bem...um deserto) dentro dessas áreas funciona da mesma forma que se você estivesse dentro de alguma dungeon/cidade.

Você tem uma bússola no canto superior esquerdo para te orientar, mas não vá ficar muito confiante pois os pontos cardiais correspondem as direções diagonais do d'pad (Os botões direcionais) e as vezes você se embabaca por causa disso.
Existem espalhadas pelo mundo lugares com um ''ponto de interrogação'' (''?''), elas consistem em casas, bosques, ''mundos paralelos'', entre outros lugares onde você tem algo de útil e opcional para fazer como coletar os cristais de Chrys ou revelar um Mestre.

Em lugares com água como rios, lagos e mar existem um ponto de pesca (representado por um peixe pulando) onde você pode pescar diversos peixes, agora com uma mecânica realista porem divertida e pratica de fazer.

Quando você atinge um lugar remoto e limpo de cenário de parede (florestas, montanhas e outros elementos do mapa-mundi) fica aberta a opção de armar a barraca com o comando ''start''.
Ao acampar você entra em uma área noturna e sua party esta em volta de uma fogueira, também existe a presença de uma barraca a direita. É importante aos mais curiosos sobre o universo do jogo montar a barraca periodicamente pois não é só um lugar onde você pode descansar (recuperar o HP e o AP (Mana do jogo) perdido nos combates) e salvar o jogo, você pode ver coisas como ''skills'' que são habilidades que podem ser aprendidas observando inimigos específicos ou aprendendo de mestres, e principalmente: Falar com sua equipe; o jogo evoluiu muito no conceito de interação entre membros da party, agora é possível conversar com eles durante esses momentos e poder aprender mais sobre eles ou então ver como eles estão reagindo apos passar um determinado trecho do jogo.

Ryu é um dragão certo? Pois bem, ao longo do jogo iremos passar por diversos lugares e enfrentaremos bosses específicos que irão possui um cristal de Chrys, como dito anteriormente, esses cristais são formados da fossilização de dragões e Ryu ao estilo Dragonborn pode absorver a essência desses cristais para ganhar uma pedra de transformação nova. Ao todo são 18 pedras espalhadas por ai, algumas com requisitos simples como seguir com o rumo da história, enquanto outras exigem que você seja atencioso aos cenários por onde for passando para encontrar esses cristais. 
Em uma luta o Ryu pode usar o poder ''Ascension'', onde ele pode combinar o poder de até 3 dessas ''dragon genes'' (Como ficam nomeadas a essências desses cristais) para atingir a forma de um dragão, possuindo nesse jogo diversos tipos e variações de dragões para Ryu se transformar, cada uma delas carregando algum ponto forte, sendo uma ferramenta muito importante na elaboração de estratégias na luta contra os chefes.

Myrmidon, uma das transformações mais badass do jogo e nem é a mais poderosa.

As transformações do gênero ''Warrior'' por exemplo são transformações cujo visual do Ryu fica misturado com a de sua forma dragão (Vinde o Myrmidon acima de exemplo), nessas formas os status do Ryu são amplificados cerca de duas a três vezes, tendo um poder avassalador e uma agilidade que só pode resumir jogar com essa criatura com uma palavra: Babaca.

Outra mecânica que exige a paciência e a exploração do jogador ao mundo de BoF3 são a existência de Mestres.
Basicamente o jogo funciona da seguinte forma: Você começa em um nível e vai subindo ao ganhar experiencia dos monstros e vai ficando mais forte, acontece que seus status já são pré-determinados, quem é foda com força física vai ficando cada vez mais forte, quem manja de velocidade vai se especializado cada vez mais em ficar mais rápido e assim vai...Os mestres sãos npcs que podem te ensinar habilidades conforme você vai upando de nível sob a tutela dele ou dela, mas outro ponto marcante são os status bônus: Cada mestre é especializado em uma área, fazer um sujeito treinar com o Mygas ilustrado acima ira fazer o sujeito ficar forte em magias, porem não é só de flores que se vive; alguns mestres ao aumentar o desempenho gradativo em um status, pode acabar prejudicando o desenvolvimento de outro status (Mygas tem um déficit em força e defesa, então é necessário usar com sabedoria a mecânica dos mestres).
Existem ao todo 17 mestres espalhados por ai, e cada um deles foca um estilo diferente de progresso; você tem a liberdade de fazer o que bem entender: vai reforçar as habilidades que já são boas dos personagens? vai corrigir os pontos fracos dos personagens deixando eles mais equilibrados? vai deixar o tank parecendo o Usain Bolt após uma overdose de cafeina? vai deixar os magos mais bombados que o Arnold Schwarzenegger em seu auge? Vai fazer alguém ficar mais apelão magicamente do que o Gandalf? Você pode e isso que é legal nesse jogo, você tem liberdade de moldar até certo ponto as características dos seus personagens, só não vá zoar os status deles com isso pois se não ira se arrepender mais afrente.

Alias, Bleu (Deis nesse jogo) da as caras como uma mestra, e sua aparição é icônica.
Sim, ela esta pelada...reparem na cara do Ryu ao ver a primeira mulher nua na sua vida.
(Nota: Não me perguntem como caralhas ela tem pernas sendo que ela é uma lâmia)

Já que falei dos status, irei falar com mais detalhes dos personagens:


  • Ryu: É o personagem equilibrado do jogo, Ryu possui ataque e defesa bons, uma boa dose de vida e de mana e conta com magias de suporte e de suas transformações para o ataque. É uma pena (Mas faz sentido) que as transformações comam tanta mana para ser mantidas durante a luta a cada rodada. Ryu pode dar espadadas para cortar moitas em busca de itens e dinheiro escondido (Alá Link de Zelda)
  • Rei: Rei por um breve momento do jogo é o personagem com maior força física. Rei possui uma força boa, a melhor velocidade do jogo, uma taxa de acerto/acerto crítico altíssimos e algumas magias de ataque e buff, mas tem uma vida mediana e uma mana rasa. Rei futuramente conta com uma transformação que o deixa mais animalesco e mais forte chamada ''WereTiger'' onde ele ganha um aumento de força física que o faz ficar abaixo apenas das últimas formas do Ryu, o problema é que para balancear no jogo é explicado que em WereTiger, Rei fica descontrolado e pode acabar atingindo os aliados (Hit-Kill de tão forte). Rei pode destrancar portas.
  • Teepo: Ele é tipo um Ryu com magias mais fortes, é uma pena que ele fique pouco tempo na nossa party (SPOILERS)
  • Nina: Vida, ataque e defesa horríveis, porem conta com a segunda maior agilidade do jogo, a maior caixa de mana e uma inteligencia (poder magico) que só perde para a momo. Nina seria a debuffer e contaria em seu arsenal de magias poderosos feitiços elementais para destroçar inimigos, tem que ser muito bem treinada para durar nas últimas lutas (Se caso for usar). Nina pode disparar feixes de energia que reagem a cristais e outros objetos refletores.
  • Momo: Mediana em vida e defesa, possui mana e inteligencia altos, um ataque que no começo do jogo supera o do Ryu, mas sua taxa de acerto é terrível. Momo serve como Buffer e Healer, e caso invista em mestres magos de destruição, Momo pode até contar com habilidades interessantes para se manter mais tempo no grupo. Momo pode usar sua bazuca para quebrar paredes rachadas 
  • Peco: Peco começa totalmente fraco em tudo, mas tem um crescimento de força, defesa e vida que chegam a ser assustador. Peco também aprende com o passar dos níveis habilidades de cura e ataque. Peco pode chutar pedras pequenas e arvores para coletar itens ou resolver algum puzzle
  • Garr: É um demônio de forte, aguenta porrada igual um autentico tank de guerra e é lerdo feito uma lesma. Garr possui uma magia que dobra sua força e algumas magias de fogo, mas sua mana não é tão grande para abusar desse artificio. Garr pode mover objetos pesados do lugar.

Outro sistema que eu achei interessante nesse jogo foi o atributo de peso: Quando você equipa seus personagens com armas e armaduras, eles obviamente vão ficando mais fortes, mas agora se as tralhas que você der para eles forem muito pesadas, seu personagem sofre uma perda de agilidade igual a soma dos pesos equipados nele...o que faz o treino com mestres de agilidade algo tentador...ou pelo menos torna mais desafiador o jogo, fazendo você analisar o que vale mais: um dano/defesa maior na hora da briga ou ter agilidade para bater mais vezes?


Mas já que me aprofundei tanto no assunto de lutas:
No icone de espada você desfere um ataque físico.
No cetro você acessa as habilidades e magias.
No escudo você se defende.
No olho você observa um inimigo e se ele usar uma habilidade skill, você pode aprender ela.
Na bolsa você acessa o inventário (que não é mais aquela coisa pequena e porca de BoF2)
ainda com o uso do L1 e do R1 você ativa as opções respectivamente de modo automático da luta e fuga.


Ao avançar um determinado pedaço do jogo você acaba ganhando a ''Flower Tiara'' que permite que você vá para o mundo das fadas pelo portal de acesso que são um circulo de flores espalhadas pelo mapa-mundi.
Você ajuda essas fadas e futuramente pode criar uma cidade lá (Lembra a Township de BoF2), onde as fadas fazem as coisas como vendem itens, montam taverna, caçam coisas e até jogam jogos de cassino.

E falando em jogar jogos:
Nesse jogo existem incontáveis mini-games que são necessários para dar continuidade ao jogo, muito divertidos e criativos, o meu favorito que é o mostrado a cima é a de treinar esse cara para deixa-lo forte para derrotar um marinheiro babaca que fica dando em cima da garota que ele gosta.
Ao bater nele, ele aumenta sua vida máxima, ao apanharmos dele, ele aumenta o seu dano, e ao se defender de nossos ataques ele fica com uma defesa maior... Eu sei que fiz esse maluco apanhar igual um condenado, mas depois nem o Ryu em forma ''Dragon'' podia feri-lo.

O jogo também conta com puzzles espalhados pelas dungeons e são mais comuns lá pela segunda metade do jogo em diante, e diferente dos mini-games esses são um saco, difíceis e exigem uma precisão cirúrgica do jogador para serem passados.

Lembram quando eu disse que ia explicar do porquê da câmera do jogo mais te foder do que te ajudar? Pois então, acontece que por se tratar do estilo de visão isométrico que BoF3 carrega, em diversos cenários iremos nos deparar com elemento visual na nossa frente (Alguma coisa vai cobrir sua visão da sua party). O jogo até possui um sistema de rotação de câmera, mas ele gira 30º (Quase não há diferença da forma como você enxerga o cenário. O grande problema em questão é que em inúmeros momentos você é OBRIGADO a achar alguma coisa escondida no cenário para prosseguir no jogo, seja in-game, em um puzzle ou ainda as próprias dragon genes que são cruciais para enfrentar os bosses finais.

O jogo é muito animado e bem animado diga-se de passagem, se você for uma pessoa atenta poderá perceber que tudo aqui se mexe, as roupas se mexem quando você anda e apesar do estilo cartunesco, os sprites são expressivos de verdade, é possível ver quando estão felizes ou quando estão chateados ou putos.

Infelizmente um mal que o jogo sofre a respeito de sua animação é que tudo aqui é demorado: As animações são demoradas, os diálogos são demorados, as lutas são demoradas; eu tive que jogar boa parte do game em velocidade acelerada pois era chato ficar esperando acabar os efeitos especiais de um aliado para outro poder atacar...Mas isso pode variar de jogador a jogador, talvez você jogue e não pense isso.

Outra coisa que ficou bacana no jogo foi a noção de dimensões: Aqui vemos todas as raças que já apareceram na série desde então e diferente dos jogos anteriores onde pela limitação gráfica da época todos tinham o mesmo tamanho, aqui podemos ver a diferença de proporção entre um espécime e outro.

Os sons do jogos são um fator positivo aqui: a trilha sonora do jogo transmite bem as emoções que o jogador vai vivenciando ao passar por cada cidade ou masmorra, mas eu estou impressionado mesmo com os ruídos brancos (sons de fundo) do acampamento.
Você escuta os sons de grilos ao fundo durante as noites, o pessoal que desenvolveu esse jogo se preocupou muito nesses detalhes e estão de parabéns.

O jogo infelizmente conta com poucas cidades e um mapa-mundi pequeno que acaba corroborando com o fato do jogo ser curto (a impressão que passa é essa).
Isso que vocês estão vendo é toda a área explorável do jogo...é broxante se comparável com os mapas dos jogos anteriores.

O jogo é dividido narrativamente em dois momentos: a primeira parte onde você joga com Ryu criança e outra onde ele é adolescente.
Uma coisa a se reparar é no estilo de luta de Ryu nessas fases e o que elas dizem sobre ele: No começo do game quando o grupo é formado por Rei, Teepo e Ryu, o jovem Brood ataca de uma maneira acovardada, ele fica em uma posição defensiva e sacode a espada, o que acertar acertou.
Isso é uma referencia a como o Ryu é dependente de seus amigos nessa etapa de sua vida e como ele é um medroso. Quando os amigos são separados, Ryu passa a lutar desferindo ataques frontais, agora ele tem que se virar e sua independência é a prova de que ele pode e deve sobreviver se quiser encontrar com seus amigos de novo. E por fim a forma adulta, onde Ryu esta mais maduro e produzindo um grito de Link ao atacar

Pelo o que vocês leram da sinopse do jogo, ele parece confuso não é? Pois bem, ele foi feito de proposito (acho) pois ao longo do jogo vamos descobrindo a respeito da história de Ryu, os Broods e sua eterna luta pela sobrevivência contra a deusa e vilã do jogo, Myria. 

O problema é que eu acho a história do jogo fraca e narrativamente ela explora mal certos personagens como por exemplo o Teepo que some no começo do jogo e retorna aos 45 do segundo tempo como um chefe antes de Myria...O problema disso? olhem para o Teepo:
Ryu em diversas etapas do jogo vai tendo pesadelos e preságios com esse ''Teepo adulto'' falando que Ryu tem que aceitar seu destino e se entregar para Myria...acontece que isso acontece mesmo nos momentos em que Ryu é pequeno e Teepo também era. A impressão que eu tinha é que esse sujeito (com um visual foda claramente inspirada no Magus de Chrono Trigger) era um outro personagem e seria um vilão antagônico que iriamos encontrar diversas vezes durante nossa jornada e iriamos confrontar ele ora vencendo ora perdendo para o mesmo para mostrar como ele era fodão, mas não... Teepo é um Brood também, com a diferença que ele aceitou ficar em cativeiro no Eden criado pela Deusa.
Jamais te esqueceremos Teepo...é uma pena que foi tão mal trabalhado.

Alias, nesse jogo são apresentados 2 finais, um onde Ryu se entrega e outro onde ele confronta a Deusa pelos seus atos.

Myria era aquele mostro bizarro que enfrentávamos após matar Zog em BoF, mas aqui ela foi reformulada para uma Deusa que tem uma outra história: Ela se preocupa com a vida na terra e temendo pelo pior devido as guerras, decidiu convocar os guardiões para estabelecer a ordem e matar os Broods, só restando os renegados ao seu poder que vivem em Dragner, a terra natal dos dragões.
Essa coisa cheia de bocas...
...Se tornou essa quimera...

A história de origem de Breath of Fire 3 também ficou uma salada. Eu disse no meu artigo de Breath of Fire 2 que as histórias de um jogo e outro não tinham como se passar no mesmo mundo, mas aqui tentaram forçar uma linha do tempo com o primeiro BoF e ficou ó...uma merda.

Acontece que a história ficou cheia de furos por conta disso, o mais óbvio de todos se deve justamente a presença de Ryu: em toda as encarnações dos jogos ele é retratado como o último de sua linhagem...então como o primeiro Ryu (BoF 1) restituiu seu clã? e como ele foi dizimado tendo como seu patriarca alguém capaz de usar Rudra e Agni como formas de combate? Mas eu vou mais alem: Como os mapas mudaram tanto de um jogo para o outro?

Mas enfim, apesar de tudo esse jogo é divertido, possui um grinding gostoso de fazer e trás um excelente desafio sem ser muito fácil e nem tão difícil.

Por conta do jogo ser curto, eu zerei com a party com nível 41.




Minha Opinião:
Momo é amor.

Enfim, até agora esse foi o jogo mais morno de Breath of Fire que eu joguei, ele apresenta personagens carismáticos, tramas interessantes porem com péssimas execuções, uma trilha sonora e sons ambientes que enriquecem a experiencia áudio-visual do jogador e apresenta desafio aos amantes do gênero de RPG.

Só acho uma pena que sua história seja essa salada, eu sempre achei e continuo achando que um dos pontos fortes de um RPG é sua história, pois ela é a força motriz que faz nossos personagens se aventurarem por aquele mundo.

Apesar dos jogos RPG começarem a perder o gás mediante a época onde nasceriam o gênero de survivor horror e FPS, Breath of Fire 3 se saiu muito bem, ficando numa colocação de 63º em um top 100 de jogos do Playstation e sendo considerado um clássico.

Antes de dar meu encerramento completo, irei colocar aqui um vídeo-clip com a música de encerramento do final bom desse jogo, nele veremos diversos momentos marcantes do jogo...Slá, o jogo é memorável e marcante, mas eu acho sua história fraca.

Agora fico na expectativa de como será o 4º game...

Então é isso, espero que tenham gostado, caso tenham sugestões ou criticas, escrevam nos comentários.

Até a próxima e tchau.

3 comentários:

  1. esse é melhor breath of fire de todos!! e com a melhor historia tão bom quanto o bof4 os bof1 e bof2 são uns lixo ja joguei e zerei só pelo 3 e 4 pois o primeiro jogo nem historia tem direito nem dialoga no jogo tem.

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  2. Gostei muito do seu texto, te adicionei no insta, gostaria de conversar com você sobre alguns personagens e uma visão que eu tenho sobre myria.

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