domingo, 25 de novembro de 2018

Venom


Fala pessoal, como vão vocês? depois de algumas semanas desde a minha última postagem (Viva - A Vida é uma Festa) estou trazendo hoje a analise de um filme que assisti no começo do mês com um amigo meu, o Alexandre; dessa vez irei falar sobre Venom.



AVISO: Esse artigo contem SPOILERS
Venom é um filme de gênero ação, ficção cientifica e suspense criado por Ruben Fleischer com a parceria da Columbia Pictures e da Marvel Entertainment e distribuído pela Sony Pictures Entertainment em 1 de Outubro de 2018.





Ruben Fleischer (1974-) é um diretor de cinema norte-americano que começou na industria produzindo comerciais de televisão e videoclipes além de fazer parte da produção de seriados de curta duração como por exemplo ''Escape my Life'' e ''Rob & Big''. Além desses trabalhos, como diretor ele dirigiu a produção de ''Zombiland'', ''30 Minutes or Less'' e ''Gangster Squad''.




Columbia Pictures é uma das maiores produtores e distribuidoras de filmes do mundo, criada em 19 de Junho de 1918 pelos irmãos Jack e Harry Cohn, com parceria de um amigo de longa data chamado Joe Brandt originalmente como ''Cohn-Brandt-Cohn'', a Columbia Pictures atualmente se encontra como sendo uma subsidiaria da Sony, sendo uma das principais produtoras de seus trabalhos. Sua sede se encontra em Culver City, Califórnia nos Estados Unidos.




Marvel Entertainment é um aglomerado de mídias de entretenimento áudio-visual nascida da fusão da Marvel Comics com outras industrias menores em Junho de 1998. Atualmente ela detêm posse de diversas subdivisões como por exemplo a MCU (Marvel Cinematic Universe), a Marvel Comics, Marvel Toys, dentre outras. A Marvel acabou sendo comprada pela Disney em 2009.





Sony Pictures Entertainment é uma divisão do conglomerado midiático Sony voltado para a produção de filmes, séries, animações e canais de entretenimento. Essa divisão da Sony foi produzida em 21 de Dezembro de 1987.






Sinopse:
Eddie Brock é um repórter investigativo que levava uma vida perfeita com um emprego bem pago, uma noiva adorável e com uma grande popularidade devido a audiência de seu programa, mas acaba pondo tudo a perder quando decide investigar a Fundação-Vida, uma Corporação que trabalhava com avanços tecnológicos na área farmacêutica e aeroespacial, mas que por debaixo dos panos faziam experimentos ilegais usando amostras de vidas alienígenas como simbiontes para tornar a raça humana adaptável a viver no espaço e imune a doenças. Eddie Brock agora perdeu tudo depois de tentar desmascarar Carlton Drake (o Líder da Fundação-Vida) e vivia como um moribundo até receber uma denuncia anonima sobre as instalações da empresa farmacêutica, lá ele acaba sendo ''contaminado'' com um dos simbiontes e se torna Venom que busca frustrar os planos de Carlton Drake ao mesmo tempo que luta para se manter vivo.





Personagens:

  • Eddie Brock/Venom (Tom Hardy): Eddie Brock é um repórter que após a tentativa falha em incriminar a Fundação-Vida acaba perdendo seu emprego e sua noiva. Eddie após investigar mais afundo sobre a Fundação-Vida acaba se tornando hospedeiro de Venom. Eddie Brock é um cara idealista, compromissado com a verdade e obstinado; já Venom é selvagem, impaciente e dono de um humor acido e sarcástico.
  • Anne Weying (Michelle Willians): Ex-Noiva de Eddie, Anne Weying trabalhava como promotora publica de uma empresa filiada a Fundação-Vida; graças ao seu conjugue, acabou perdendo o emprego e decidiu largar ele e namorar Patrick Mulligan. Anne aos poucos vai voltando a confiar em Eddie depois que descobre sobre Venom.
  • Patrick Mulligan (Reid Scott): Patrick Mulligan é um médico que tenta ajudar Eddie Brock depois que o mesmo começa a apresentar vários sintomas de ''parasita'' depois de ser infectado pelo simbionte...ah, sim, ele é o novo namorado de Weying.
  • Carlton Drake (Riz Ahmed): Carlton Drake é um homem brilhante que tenta fazer a humanidade evoluir e avançar cientificamente ao ponto de irmos viver no espaço; inicialmente era um sujeito com uma ambição enorme e uma ambiguidade moral, levando a crer que ''os fins justificam os meios'', mas acaba se corrompendo com essa ideia com o proceder da história quando descobre sobre os simbiontes.




Universo da Obra:


Resumindo de maneira simples o filme do Venom? Ele é feito para o publico jovem ou com a mentalidade de um jovem.

Venom é um filme produzido pela Sony em uma época onde os direitos de imagem do Homem-Aranha pertencem a Marvel, por conta disso, o filme precisou dar uma nova origem aos simbiontes de forma que estes estivessem totalmente desvinculados com o ''Amigão da Vizinhança''...e foi o que fizeram.

O filme começa com uma nave norte-americana caindo em algum lugar remoto da Malásia Ocidental, dentre os mortos estavam o filho do J. Johan Jamenson (Algo que eu acho importante falar), mas o mais importante, alguém sobreviveu a queda, uma pessoa que estava infectada por uma das amostras de vida alienígena que foi coletada no espaço pelos astronautas, na verdade aquela era uma missão financiada pela Fundação-Vida. E então vamos para o nosso protagonista Eddie Brock e o resto é história...

O que quero dizer é que muita coisa foi ''mudada'' a respeito da origem nos quadrinhos, mas isso quer dizer que o filme é ruim por isso? Claro que não, esse tipo de argumento é estupido, é claro que as pessoas presam pela fidelidade de uma obra que retrata uma conversão de mídia sobre um determinado produto, mas isso não quer dizer que a readaptação não seja boa, é só pensar no primeiro filme do Rambo que foi adaptado de um livro e vocês vão entender o que quero dizer.

Agora, esse filme comete erros? Vários, como por exemplo a forma como a história fica truncada mais a frente: Eddie Brock depois de ter invadido a Fundação-Vida e ''roubado'' uma de suas amostras, acaba sendo perseguido o resto do filme pelos mercenários contratados pela empresa; mas sem mais nem menos, Eddie decide que a melhor coisa a se fazer é parar com os seus planos indo pra cima de Carlton. Sei que essa ideia foi algo apresentado pela persona de Venom, mas mesmo assim não soou tão natural.

Alguns comentam que o filme tem um ritmo lento até a parte ''interessante'' da história, no caso estariam se referindo ao prologo do filme que mostra a vida de Eddie Brock antes de perder sua carreira para se tornar o monstro protagonista de Venom. É válido pensarem que foi um começo lento e até maçante, mas era necessário para estabelecer quem são os personagens e quais as suas motivações, embora alguns personagens não tenham sido totalmente desenvolvidos.

O grande trunfo para mim em Venom se consistem em duas delas...ambas que acabaram sofrendo algumas criticas dos ''críticos especializados'' que seriam o desenvolvimento de Eddie Brock/Venom e as cenas de ação.
Após a primeira manifestação de Venom que deixou um rastro de destruição, Eddie consegue voltar parcialmente a si e vemos nele uma figura doente e assustada lidando com um alter-ego movido pela fome. Desse ponto em diante o ex-repórter passa a atuar em busca de seus objetivos de maneira que ajudem tanto ele quanto a Venom. 

Quanto ao primeiro; o filme decidiu dar uma nova identidade ao Venom, ao invés dele ser um vilão genocida e descontrolado, ele passou para um ''anti-herói selvagem com um pé no caos e age por instinto''. O grande destaque dessa mudança esta na forma como hospedeiro e simbionte acabam se desenvolvendo como estranhos até se tornarem parceiros e uma ''extensão'' do outro. No filme inteiro é retratado que os simbiontes são alienígenas que possuem outros seres vivos em busca de um hospedeiro para poder sobreviver nas condições do planeta Terra (Simbiontes são muito sensíveis aos efeitos da nossa pressão atmosférica (embora não seja mencionado, é deixado algumas menções sutis ao fato deles poderem morrer em contato com o oxigênio), a barulhos agudos e ao fogo) já Eddie Brock é considerado um ''hospedeiro perfeito'' e por conta disso não sofre dos efeitos colaterais que as cobaias de Carlton acabaram sofrendo.

É interessante a forma como os dois acabam se envolvendo e acabam se ajudando, com Venom podendo viver em nosso planeta, e Eddie ganhando ''poderes'' como super-força, regeneração celular acelerada e a manifestação de saliências negras que servem para diversos fins.
Esse que até serve de ponte para explicar sobre a ação do filme, mas antes irei comentar a respeito da critica que foi elaborada em cima dos dois: A reclamação em si não se encontra nos dois personagens, mas mais propriamente nos simbiontes em si. A reclamação gira em torno dos mesmos pela existência de mais de um e a forma como eles acabam sendo usados ou desperdiçados ao recorrer do filme.

Um exemplo citado seria a forma como o filme avança em paralelo com os eventos retratados com o protagonista enquanto um simbionte solto pela Ásia ruma a Fundação-Vida trocando de hospedeiros enquanto causa um rastro de matança. Pois bem, os testes realizados com simbiontes não davam sucesso e os hospedeiros eram estraçalhados em questão de instantes sendo que o ''Riot'' (nome do outro simbionte) conseguia se adaptar rapidamente a outros corpos. A explicação que eu encontro é a seguinte: Nos laboratórios da Fundação eram escolhidos pessoas chaves, normalmente pessoas que se voluntariavam ou então gente sequestrada pela Fundação-Vida para servirem de cobaia, essas pessoas não serviam para o simbionte, mas só tinha aquela pessoa dentro da camara onde ele estava, a criatura não tinha outra opção senão pereceria; já Riot tinha liberdade de possuir qualquer um que ele visse pela frente, imagino que a raça dos simbiontes (chamada de Kylntar, embora o filme nunca faça menção a esse fato) tivesse um grande intelecto apesar da brutalidade e por decorrência disso ele podia escolher o melhor hospedeiro.

Já a ação do filme é repleta de cenas de explosões, lutas, tiros e cenários sendo parcialmente destruídos e gente sendo morta com um certo nível de violência gráfica (em três ocasiões diferentes no filme, Venom acaba decapitando alguém). A reclamação que o filme tomou em relação as suas cenas foram a ausência de sangue e os efeitos especiais. Eu não tenho o que dizer sobre os efeitos especiais do filme, para mim eles parecem normais, não vi nenhuma anormalidade, não são a 7ª maravilha do universo mas também não são intragáveis, agora quanto a ausência de sangue acho uma sacanagem já que se fossem levar a sério a incrementação de sangue nas cenas o filme teria que aumentar e muito a sua classificação etária e talvez não pudesse ter a visualização que teve. A Sony devia ter noção disso e decidiu então dar uma escapulida fazendo as cenas de luta de Venom serem rápidas e com muitas mudanças de câmera, assim não precisando focar em detalhes como pessoas sendo pulverizadas pela criatura.
Essa luta na estação espacial entre os dois Simbiontes é muito Foda, e acaba de certa forma servindo de reflexo aos ''monstros''/obstáculos que um se tornou para o outro.

Venom tem um elenco bom porem mal trabalhado, alguns personagens acabam se tornando até esquecíveis em certos momentos (a própria Michelle Willians é uma delas), suas história parece apressada em alguns momentos e demorada em outros, mas contem um repertório de ''piadas bobas'' e cenas de ação que são o que cativa o publico. 

Era evidente que o vilão do filme acabaria se tornando um hospedeiro também, e a luta final é boa, mas faz pouco sentido Carlton Drake quase sabotar o lançamento de seu foguete por conta de um acesso de raiva após um de seus funcionários tentar o trair.

De maneira geral, é um filme bacana para assistir e dar umas risadas ou então para vibrar com as cenas de luta (embora existam filmes melhores em ambos os gêneros).

Considerações Finais:

Embora não faça parte do Universo Cinematográfico da Marvel, esse filme ainda contou com a participação do Stan Lee, este que veio a falecer no dia 12 desse mês.

O filme é mediano, mas devemos lembrar que foi a última participação (Ou ante-penúltima já que os filmes ''Miss Marvel'' e ''Vingadores 4'' que ainda estão em produção já tinham gravado cenas da aparição do Stan Lee) desse gênio que foi um como um pai para a editora em quadrinhos e o responsável direto pela infancia de muita gente seja pelos que colecionaram os quadrinhos, os que assistiram os desenhos ou os que jogaram os jogos da Marvel; por essas e outras eu encerro dando minhas notas de agradecimento a esse cara, que vá em paz.

Então é isso,  lamento por toda essa demora para postar artigos aqui no blog, mas infelizmente esse mês de Novembro foi muito corrido para mim, principalmente agora que comecei a fazer academia e o pouco tempo que me restava agora ficou ainda mais apertado. Espero que no mês de Dezembro as coisas melhorem com as férias, mas até lá eu estarei lançando outros projetos.

Enfim....esse artigo em partes vinha sendo planejado apenas a falar sobre o filme, mas devido aos últimos acontecimentos precisou ser reformulado, espero que entendam e deem um desconto por não conseguir manter o padrão de qualidade dos meus artigos, infelizmente acabei ficando mais de 20 dias sem postar nada e acabo enferrujando também.

Sejam bem vindos aqueles que começaram no blog por meio desse artigo, e nos veremos em breve.

Até a próxima e tchau.

sábado, 3 de novembro de 2018

Viva - A Vida é uma Festa


Fala pessoal, como vão vocês? Outubro acabou e Novembro começou, sei que comparado a enorme quantidade de temas que eu projetava pro mês passado não fui capaz de fazer nem a metade, porem isso não é motivo de tristeza, afinal eu consegui a proeza de bater recordes de ''audiência'' nesse mês que passou que eu jamais consegui nos messes anteriores, fico grato a vocês leitores assíduos por isso e agradeço mais ainda aos que me dão apoio ou comentam em meus artigos, por isso mantenho a cabeça firme rumo a grandeza sem olhar para trás e lembrando com carinho de cada um de vocês.

Sei que o paragrafo anterior ficou ''meloso demais'', mas é porque hoje decidi assistir alguma obra que fizesse tema para o Dia de Finados que se comemora hoje/ontem e que melhor obra para ser analisada do que ''Coco'' (Popularmente conhecido como Viva - A Vida é uma Festa).

Baseado nisso, é sobre esse tema que irei falar hoje, apreciem a leitura.




AVISO: Esse artigo contém SPOILERS, assistam/baixem o filme AQUI.
Coco (Viva - A Vida é uma Festa aqui no Brasil) é um filme animado de aventura e drama musical produzido por Lee Unkrich e Adrian Molina (Diretor & Co-Diretor respectivamente) pela Pixar e distribuído pela Disney em 20 de Outubro de 2017.



Lee Unkrich (1967-) é um diretor e editor norte-americano. Nascido em Ohio, na cidade de Cleveland; Lee Unkrich tinha o desejo de trabalhar com o cinema e por conta disso decidiu estudar na academia de artes cinemáticas da University of Southern California. Uma vez formado, ele começou a trabalhar como editor de programas de tv até conseguir um trabalho na Pixar, onde acabou se destacando pela participação na produção de diversos filmes como Procurando Nemo, Monstros S.A, A trilogia Toy Story (onde ele dirigiu o 3º filme) entre outros.



Adrian Molina (1985-) é um roteirista, animador e ilustrador de Storyboard nascido em Yuba City, Califórnia nos Estados Unidos. Adrian Molina fez faculdade na California Institute of the Arts (uma universidade inaugurada pelo próprio Walt Disney na década de 60) em 2007 e logo depois ingressou na Pixar onde trabalhou inicialmente na produção de Ratatouille e futuramente em Toy Story e Universidade dos Monstros, mas foi com a produção de ''O Bom Dinossauro'' que ele ganhou holofotes e pode ser ''promovido'' a Co-Diretor, tendo como primeira obra a produzir nesse cargo, Coco (Viva - A Vida é uma Festa), uma obra que ele quem ofereceu a ideia.




Sinopsia:
Miguel Rivera é um garoto de 12 anos que sonha em ser músico, o problema? a muitos anos atrás, sua tataravó baniu da família toda e qualquer forma de música como forma de protesto pelo seu marido ter seguido o sonho de ser músico e deixado a esposa e a filha sozinhas. Os anos se passaram e a família Rivera criou um negócio como sapateiros e queriam passar esse legado para Miguel, mas Miguel estava encantado com a música e buscava inspiração em Ernesto de la Cruz, um grande músico em sua época e um dos grandes heróis de Santa Cecilia (cidade onde se passa o filme).
Após uma discussão feia com sua família pelos seus sonhos de carreira na véspera do Dia de los Muertos, Miguel decide pegar o violão que estava no mausoléu de Ernesto de la Cruz para usar em um show de talentos, é quando o garoto acaba sendo levado para o mundo dos mortos ao lado de Dante, um cachorro vira-lata que ele escondia da família. Miguel acaba se encontrando com seus parentes mortos e busca a benção deles para voltar ao mundo dos vivos antes que seja tarde demais, ao mesmo tempo que ele busca encontrar com seu ídolo Ernesto, da qual o garoto acredita ser seu tataraneto.





Personagens:
  • Miguel Rivera: Miguel é um garoto de 12 anos que tem o sonho de ser um musico famoso, inspirado pelo seu ídolo Ernesto de la Cruz, o jovem rapaz aprende a tocar violão as escondidas de sua família. Miguel é um garoto sonhador porem que não queria confrontar sua família para conquistar aquilo que queria. Levado pelas emoções e por uma série de eventos, Miguel acaba parando na terra dos mortos onde encontra com outros parentes e acaba descobrindo mais sobre sua história e sobre a paixão pela música.
  • Elena Rivera (Abuelita): Elena é a avô de Miguel, uma mulher ríspida e que tenta por juízo na cabeça de seu neto. Embora seja uma mulher um tanto ignorante pela forma como trata músicos e como age diante as confissões do neto sobre sua carreira, Elena é uma personagem trágica pois teve que lidar com a responsabilidades de cuidar de sua família incluindo sua mãe já debilitada, Mamá Coco (Ines no Brasil). Apesar disso tudo, ela ainda é uma mulher materna e que se preocupa com seus familiares.
  • Mamá Coco/Ines: Bisavó de Miguel; Ines é uma senhora idosa que sofre com os sintomas do Alzheimer que eventualmente chama pelo seu pai, um homem da qual ela ainda tem muito afeto, porem que é odiado e esquecido por todos os outros familiares. Mamá Ines seria a personagem central da história devido a forma como a narrativa vai seguindo.
  • Imelda Rivera: Imelda é a mãe da Mamá Ines e foi casada com um músico aspirante que sumiu sem dar noticias e a deixou sozinha com uma criança de colo para cuidar. Imelda em personalidade lembra muito a Elena. Imelda foi parceira de seu marido nos shows que eles faziam juntos, mas quando a Ines nasceu, Elena adquiriu um grande senso materno e estabeleceu prioridades, algo que a fez se afastar de seu marido pouco a pouco por conta dele não ter deixado seu sonho de lado.
  • Héctor: Héctor é um alivio cômico atrapalhado e galanteador. Héctor é um indigente - Ele é uma pessoa morta que não é lembrada pelas pessoas vivas e por conta disso ''vive'' marginalizado na zona ferrada do mundo dos mortos (similar a uma favela ou algo do tipo). Héctor na verdade foi o marido de Imelda e tataravô de Miguel; embora tenha sido ensinado pela família Rivera que o cara era um desprezível que abandonou a família, a história de verdade não foi essa: Héctor era parceiro de música de Ernesto de la Cruz e viajava com ele na época em que os dois não eram famosos, mas a saudade bateu e ele quis voltar para casa, mas foi impedido por Ernesto que o matou envenenado para roubar suas músicas e assim ganhar fama.
  • Ernesto de la Cruz: Ernesto é conhecido como um grande astro da cidade de Santa Cecilia: era galã, dono de um talento musical incomparável e de músicas românticas cativantes (roubadas de seu parceiro assassinado) e que morreu em um trágico acidente envolvendo um sino. Ernesto ganhou tanta fama que isso subiu a sua cabeça e se tornou famoso até mesmo na morte, onde ficou rodeado de gente importante já falecida e que o premiava e inflava seu ego enquanto assistiam suas performasses nos filmes que Ernesto fazia. É um sujeito egoísta e insano que faz tudo pelos seus objetivos, não vendo problemas em tentar matar uma criança para não manchar sua reputação.


Dentre outros



Universo da Obra:

Sendo o 19º filme da Pixar, a proposta de Viva - A Vida é uma Festa é contar uma história baseada no México, tendo como plano de fundo O Dia de los Muertos e tendo como tema principal a importância da família e das recordações.

A produção do longa animado se iniciou lá por 2012 onde a Pixar decidiu fazer que nem a Disney quando foram buscar material na produção de Moana; foram fazer um ''intercambio'' no México para aprender mais sobre sua cultura, crenças e costumes, principalmente aqueles que estavam vinculados ao Dia de los Muertos, como as cerimonias aos que já morreram e as decorações com caveiras.

O resultado de toda essa pesquisa foi um filme de ''qualidade Pixar'' que consegue ser divertido, comovente e capaz de transmitir um tema pesado como a morte de maneira leve para um publico geral.

A história acompanha Miguel, um garoto que possui diversas incertezas, mas que sabe que quer se tornar músico, uma das coisas que ele faz para ir atrás desse sonho é negar a sua família (eu disse lá em cima que a discussão foi feia?) e invadir o mausoléu de Ernesto pois era o único lugar próximo onde ele poderia arrumar um violão para poder tocar em um show de talentos. Miguel acaba fazendo um juramento em meio a folhas ditas sagradas por fazer elo com o mundo espiritual e resulta no menino indo parar no mundo dos mortos onde ele decide ir em busca de respostas e tem que encarar novamente a sua família, dessa vez, os mortos.

Ao ''invadir'' o mundo dos mortos, ele tinha uma opção imediata de retornar ao mundo dos vivos desde que ele conseguisse a benção de algum parente, mas todos eles sempre atribuíam como condição de retorno que o garoto abandonasse a música. Irritado e frustrado, o garoto foge adentrando a cidade dos mortos, onde acaba topando com um moribundo chamado Héctor que diz conhecer Ernesto e que estaria disposto a ajudar o garoto se ele em troca colocasse a sua foto no memorial de sua família.

Aos poucos, a dupla vai criando um vinculo que vai se desenvolvendo no decorrer da história até chegar na revelação em que eles seriam tataraneto e tataravô, separados por gerações e por intrigas familiares não resolvidas.

Miguel em sua jornada pelo seu maior ídolo acaba amadurecendo, quebra a cara no que inicialmente parece ser um fantástico mundo onde os mortos habitam, mas acaba presenciando a ''morte'' de um deles que é resultado de quando ninguém em vida se lembra de você; uma cena um tanto pesada (principalmente para quem já assistiu Vingadores - Guerra Infinita).

Acompanhamos então a jornada pessoal de Miguel em busca de seu suposto tataravô em busca de conforto e afirmação quanto ao que fazer de sua vida e de seu verdadeiro tataravô que apenas busca redenção e reconciliação com a sua família.
Uma antiga foto da primeira geração dos Rivera, essa mesma foto presente no filme tem o rosto de Héctor rasgado para que ele não seja lembrado, diante do tão imperdoável que é para essa família o ''abandono'' - tema também recorrente da obra.

Toda história tem dois lados, e a do Héctor ficou sem ser ouvida por muito tempo, o que gerou um bando de alienados com um ódio anormal e obsessivo pela música, logo no México, o que faz ser ainda mais chamativo uma vez que é um dos primeiros lugares que a gente pensa quando falamos em ''música'' (Quem não pensa em mariachis quando ouve falar do México?).

A história do filme carrega diversas mensagens ao telespectador, como a necessidade de perdoar, recordar das pessoas que morreram, pois por mais que tenham partido, elas sempre estarão conosco dentro de nossos corações e principalmente sobre a família, por mais conflitante que possa parecer, é com sua família onde você encontrara apoio para seguir seus sonhos e alcançar seus objetivos.

O filme traz consigo uma bonita lição amarrada a uma história de umas 1 hora e 45 minutos de duração que conta com reviravoltas e cenas incríveis, cenários belíssimos cheios de cores e detalhes, algo bastante chamativo e curioso pois foram mais usados esses elementos com os mortos (que normalmente são atribuídos a figuras tristes e ''sem-cor'') ao invés dos vivos.
A família morta de Miguel

A justificativa dos mortos serem tão expressivos e alegres é por conta do Dia de los Muertos, a data comemorada no México que seria um dia onde os dois mundos se fundem e os espíritos podem apreciar os gestos de carinho de seus familiares enquanto recebem as oferendas...Mas o filme embora não tenha se aprofundado tanto (usou isso mais como trampolim para falar sobre o tema de mortos) mostra que nem todos que partiram dessa para melhor são felizes; pessoas que não tem entes queridos vivos lembrando deles são deixados a sarjeta onde vivem isolados e marginalizados já que a foto de recordação dos mortos é usada como uma espécie de passaporte, e sem ela eles estão limitados a lugares infelizes e não podem ir para o mundo dos vivos para estar ao lado de suas famílias.
Por viverem isolados e sem recordação de seus entes queridos lhes dando significado, os mortos ''adoecem'' e morrem em forma de poeira translucida. Essa cena em questão mostra um ancião ranzinza minutos antes de ''morrer de vez'' ouvindo pela última vez uma música que foi marcante na vida dele. (vale levar em conta que nessas zonas marginalizadas, todo mundo se diz parente de todo mundo, para tentar amenizar a dor da solidão de se viver esquecido).

Eu parabenizo a Pixar por ser tão caprichosa e atenta nos detalhes desse filme, mas o ponto mais chamativo dele sem dúvidas é a musical. Por se tratar de um filme com a primícia que possui e por já ser um filme de gênero musical produzido pela Disney/Pixar, a obra Viva - A Vida é uma Festa conta com diversas musicas fieis a sua nacionalidade; a música, o ritmo e as danças foram elementos mantidos e retratados com fidelidade.
Miguel minutos antes de sua tataravó morrer, canta a canção que Héctor escreveu para ela, uma cena emocionante e que serve para abrir os olhos do restante da família que estava observando a cena.

''Lembre de mim''
''Pois tenho que ir meu amor''
''Lembre de mim''
''Não chores por favor''
''Te levo em meu coração e em breve você vai ter''
''Sozinho irei cantar''
''Sonhando em retornar''
(Essa música não esta corretamente traduzida, mas mantem intacto seu sentido...a versão brasileira é modificada também).


E por fim, o filme se encerra com um time-skip de 1 ano; A Mamá Ines morreu, porem pode realizar seu sonho de se reencontrar com seu pai, Héctor. A família de Miguel perdoou o que aconteceu a tantos anos atrás e reconheceu a importância de Héctor não só como parte da família, mas como um grande músico e decidem abrir um ''museu'' em sua casa (foi como eu interpretei), e Miguel pode seguir carreira musical.
A família de Miguel viva.




Considerações Finais:

Embora eu não tenha atribuído o gênero comédia no filme, ele tem seus momentos de descontração e humor, ele usa bastante isso quando decide por exemplo homenagear personagens históricos marcantes do México, como por exemplo a Frida Kahlo ilustrada acima, um ícone histórico e marco na luta das mulheres na sua época; além dela, existem vários personagens (alguns em formato de Easter-Egg, então boa sorte para identificar todos) dentro da carreira artística, musical e teatral mexicana retratados como ''famosos'' no mundo dos mortos.

O filme carrega uma mensagem de amor, perdão e reconciliação com a família, e é bastante oportuno por se tratar de uma história sobre O Dia de los Muertos. As pessoas quando perdem alguém importante elas ficam desamparadas pela perda, morte sempre foi um tema pesado para ser retratado pelas mídias, mas esse filme fez com profissionalismo e humanidade; por mais que as pessoas que você ame tenham partido, você não deve ficar triste pelo adeus, mas deve ficar feliz por todos os bons momentos que passaram juntos, pois isso que é a vida, um compilado de coisas, recordações e eventos que ficaram imortalizados em nossas memórias, e saber que a pessoa que morreu foi especial para alguém é um tipo de ''sentimento mutuo'' que aquece os corações.

Espero que minha mensagem tenha sido boa; essa é uma homenagem para todos aqueles que foram queridos e que partiram, não necessito citar nomes, o ''Dia de Finados'' justifica esse meu ato.

Então é isso, espero que tenham gostado do artigo, Novembro esta ai e eu tenho muitos artigos para fazer, te espero novamente no próximo texto e é isso, caso tenham gostado me sigam no Twitter e no Facebook; caso seja novo, seja muito bem-vindo, eu não possuo uma frequência organizada para postar meus artigos, então de tempos em tempos eu falo sobre alguma coisa.

Até a próxima e tchau.